VANA VERBA
Vãs palavras, palavras vãs, vazias
Varridas pelo vento agonizante...
Dilúveis no tempo, fantasias
Magnéticas de um mundo cruciante.
Palavras incolores, arredias
De mensagens, sinais a todo instante
De vivências sem vida, nas orgias
Singulares de um todo alucinante.
Substâncias humanas de ocos ais,
Manietadas aqui nesta Babel,
Descarnam das palavras os sentidos...
Turbilhões de palavras nos ouvidos
Fazem-nos amargar gostas de fel:
Gritos, imprecações e nada mais.
Professor João Rios Montandon
Do seu livro: EM BUSCA DO SER - PALAVRA 2003.
Escrito por CÃO às 16h05
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