ENTREVISTA!!!

Cássio ao lado de Carlos Drummond de Andrade e Willian ao lado de Mr. Bob Dylan
Estou aqui com Willian, o cara do espelho, o homem da guerilha, o nada mor. Ao som de John Lennon e uma chuva lá fora afinando o tempo vou entrevistá-lo.
Cássio: William como surgiu a idéia de criar um blog e a relação dele com a arte e a transgressão?
Willian: Surgiu da necessidade de expor os ideais que há tempos vinham sendo guardados e não eram demostrados para a sociedade. Uma forma de expressão, simples e direta em relação à vida e ao mundo. Cada um de nós tem certas características especiais que quando se juntam formam o nada.
Cássio:E esse nada? Como definí-lo, se é que podemos?
Willian: O nada é uma visão diferente de encarar a vida, tendo consciência de nossas limitações, mas buscando cada vez mais chegarmos próximos à perfeição. O nada não existe, só uma definição. Existem várias vertentes.
Cássio: E os nadas quem são?
Willian: São aqueles que despertam sentimentos diferentes em relação a sua presença na sociedade. São ao mesmo tempo realistas e buscam uma forma melhor de compreender nossa breve passagem neste mundo, onde não deveria haver fronteiras,mas horizontes.
Cássio:Me diz a relação dos nadas com a noite, a música e a poesia, como é?
Willian: A relação entre elas são totalmente integradas. São o nosso alimento para sobrevivência.
Cássio: O que você gosta na música e na literatura?
Willian: Ouço desde clássica, MPB, Rock. Um conteúdo eclético. Gosto de contos, poesias. Autores do romantismo, principalmente do Mal do Século.
Cássio: E suas influências? E o Joy Division?
Willian: O Joy está entre as cinco bandas que curto.
Cássio: Como você começou a escrever poesia?
Willian: Foi natural, para expressar meus sentimentos guardados.
Cássio: Como é a noite, boemia e a galera? E o álcool?
Willian:Estão intimamente ligados afinal vivemos no mundo que sem esta pseudo fuga seríamos incapazes de viver nele.
REFÚGIO
A humanidade tenta se esconder
Fugir do seu próprio destino
Usar uma máscara
Ocultar seus mais sórdidos sentimentos
Mas se esquece
Em nosso coração
Habita um mal maior
Seu dia de despertar
Está cada vez mais próximo
Não há como escapar
Resta apenas aceitar nossa condição
Somos simples mortais
Neste mundo sem piedade e compaixão
Onde não deveria existir fronteiras
Mas somente horizontes
Willian Batista dos Reis.
Escrito por CÃO às 15h39
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